O QUE VOCÊ PRECISA SABER SOBRE OS TÍTULOS PÚBLICOS FEDERAIS

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O QUE VOCÊ PRECISA SABER SOBRE OS TÍTULOS PÚBLICOS FEDERAIS

O primeiro passo é entender que um título público representa uma fração da dívida pública. É um título considerado de baixíssimo risco porque o governo de uma país é a instituição mais segura do sistema financeiro como um todo e ao adquirir um título público o investidor está emprestando dinheiro ao país.

Investimentos em Títulos Públicos Federais (TPF’s) são do tipo renda fixa, ou seja, aplicações que possuem regras de remuneração definidas no momento de compra do título. Em renda fixa existem três tipos de títulos: os pré-fixados (percentual de rentabilidade é fixo e acordado no ato, não se sujeitando a oscilações do mercado, exemplo: 11% ao ano), os pós fixados (rentabilidade relativa a algum índice de referência, exemplo: 85% da SELIC) e a mescla deles, por exemplo, o IPCA + que é parte fixado e parte indexado.

Mas, por que os governos contraem dívidas desta maneira? Este tipo de emissão é feita pela União em razão de déficits nos seus exercícios, isto é, quando ela arrecada menos do que despende. Além disso, o governo emite título público para uma despesa específica, exemplo: captar dinheiro através de TPF para a construção de uma estrada.

Os investidores pessoas físicas podem adquirir títulos do governo brasileiro através de um canal chamado: Tesouro Direto. Este canal permite que sejam processadas as operações de compra e venda dos títulos pela internet.

Além de toda a segurança que os títulos conferem aos seus detentores, outro fator que, segundo os especialistas do mercado, tem despertado o interesse dos investidores é o baixo capital que é necessário para fazer investimentos nos TPF’s. Para a surpresa de muitos, é possível investir no Tesouro Direto com valores a partir de R$30,00, o que garante o acesso a este tipo de investimento a poupadores que possuem pouco recurso disponível.

Entre os títulos que são emitidos pelo Governo Brasileiro temos como mais conhecidos:

-TESOURO SELIC, ANTIGA LFT (LETRA FINANCEIRA DO TESOURO): é um título pós-fixado, paga a taxa de juros SELIC vigente.

-TESOURO PRÉ-FIXADO, ANTIGA LTN (LETRA DO TESOURO NACIONAL): é um título pré-fixado. Nele, o valor de resgate é decido antecipadamente e vendido com deságio (desconto) sobre o valor de face.

-TESOURO PRÉ-FIXADO COM JUROS SEMESTRAIS, ANTIGO NTN-F (NOTA DO TESOURO NACIONAL, SÉRIE F): tem características muito parecidas com as do tesouro pré-fixado, a diferença é que neste título há o pagamento de juros semestrais.

-TESOURO IPCA+, NTN-B PRINCIPAL (NOTA DO TESOURO NACIONAL SÉRIE B, PRINCIPAL): paga IPCA (inflação) + juros. Proporciona ao investidor um retorno real superior a inflação

-TESOURO IPCA+, (NOTA DO TESOURO NACIONAL SÉRIE B): características bastante semelhantes a NTN-B Principal, a diferença é que aqui existe o pagamento de cupons semestrais de juros ao investidor.

É comum que os países financiem sua dívida pública através de títulos públicos. Alguns dos títulos mais conhecidos do mundo são os que financiam a dívida do governo norte-americano, que lá são conhecidos como “Treasury”. Ao redor do mundo, esses títulos são considerados os mais seguros do planeta. Os quatro títulos mais conhecidos que compõem o tesouro norte americano são:

-TREASURY-BILL (T-BILL): são de curto prazo (no máximo um ano), negociados com deságio sobre o valor de face e não paga cupons intermediários.

-TREASURY- NOTES (T-NOTES): são títulos de até 10 anos. Nesta modalidade há pagamento de cupons semestrais de juros.

-TREASURY-BOND (T-BOND): são de longo prazo (a partir de 10 anos), há o pagamento de cupons de juros intermediários.

-TIPS, (INFLATION PROTECTED SECURITIES): costuma ser bastante utilizado por investidores que desejam se proteger da inflação, tendo sua remuneração atrelada à variação da inflação do país. Podem apresentar prazos de 5, 10 e 30 anos.

É possível colher mais informações em: http://www.tesouro.fazenda.gov.br

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