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O que é INFLAÇÃO?

Você se lembra de produtos que costumava comprar há um tempo atrás e hoje estão em um patamar de preço mais alto? Então você já sofreu os efeitos da inflação. É provável que você já tenha ouvido falar sobre inflação e tenha em mente que provavelmente não é boa coisa. Mas vamos ao conceito para conhecer ela melhor e entender que não necessariamente ele deve ser associado a algo negativo. Inflação nada mais é do que o aumento médio dos níveis de preço de um conjunto de produtos e serviços considerando um determinado espaço de tempo em um sistema econômico. Usualmente é apresentado em uma taxa percentual, exemplo: “a inflação apurada no último mês de fevereiro foi de 0,43%”. Podemos entender desta frase que o nível dos preços da cesta de produtos e serviços utilizados no cálculo da inflação se elevou neste mês, e em média, se antes, com R$100,00 o consumidor conseguia adquirir os produtos, agora ele precisaria de um montante de R$100,43.

Pode acontecer também dos níveis de preços baixarem em um determinado período de tempo, e então temos o contrário da inflação, o termo que se utiliza neste caso é: deflação.

Mas então, depois de entender o que é inflação, o consumidor vai ao mercado e encontra o preço do arroz mais caro e conclui que houve inflação. Bom, vamos entender que esse pode ser um feito inflacionário, mas, esse preço pode ter sido influenciado por algum fator específico relacionado ao arroz. Vamos compreender a inflação, então, como um aumento generalizado nos níveis dos preços, quando quase todos os produtos e serviços ficam mais caros e a partir daí o poder de compra do dinheiro é reduzido.

Alguns fatores que levam a inflação:

  1. Lei da oferta e da demanda, ou seja, em situações que existem mais compradores que vendedores, nesse caso se observa uma tendência de inflação;
  2. Indexação da economia (consiste no reajuste de preços com base em valores anteriores);
  3. Quando o governo gasta mais do que arrecada também há uma tendência de aumento nos preços, nesse caso, o governo emite mais papel moeda e os preços tendem a subir, visto que há uma desvalorização da moeda.

Consequências do fator inflacionário:

Os economistas costumam citar: perda do poder de compra da moeda, inflação pode levar a diminuição dos investimentos feitos por empresários em empresas localizadas no país, já que o custo para a produção fica mais caro, outra consequência negativa é que um cenário de inflação leva a incertezas, o que impacta, por exemplo, em obras de infraestrutura.

Como trazido no início deste artigo, é comum as pessoas associarem a inflação como algo ruim, porém, não se pode generalizar e entender este fenômeno sempre desta maneira. Os economistas costumam dizer que um aumento mínimo nos níveis de preços são até bons e necessários para a manutenção e aumento da atividade econômica de uma nação. Além disso, se está havendo inflação em um país, isso leva a crer que a economia deste país está aquecida. E em cenários nos quais há deflação, as pessoas ficam preocupadas e deixam de comprar, visto que os preços tendem a cair. Esse fator pode levar uma economia a travar.

Principais índices utilizados no Brasil:

IPCA (índice de preço ao consumidor amplo): é a medida oficial de inflação, se você ouvir que a inflação no Brasil está alta, o que está se falando sobre o IPCA, ele é o principal índice de inflação do país. Estão incluídos dentro deste índice: alimentação, transporte, vestuário e habitação. O IPCA é calculado e divulgado mensalmente pelo IBGE (instituto brasileiro de geografia e estatística). Esse é o índice utilizado para referenciar a meta de inflação do país, é divulgada uma meta para a inflação do país pelo governo, que pode variar dois pontos para mais ou para menos, desta forma, se a meta de inflação for, por exemplo: 5% ao ano, são admitidas variações do IPCA entre 3% e 7%, sendo 5% o centro da meta.

Existe também o IGP-M (índice geral de preços do mercado), que é outro índice de preços bastante utilizado no Brasil. Este, tem o objetivo de entender as variações do atacado, é utilizado para corrigir os preços de imóveis, aluguéis e produtos do atacado. Quem calcula e divulga o IGP-M é a FGV (Fundação Getúlio Vargas), sua periodicidade também é mensal. É possível chegar ao resultado do IGP-M, através da soma das médias ponderadas dos índices que estão nele compostos, que são IPA (índice de preços do atacado), IPC (índice de preços ao consumidor) e o INCC (índice de custo da construção), que são representados, respectivamente por 60%, 30% e 10% da composição do índice final (IGP-M).

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